Esses dias sai do trabalho no horário e pensei “hoje vou chegar cedo em casa”. Para variar um pouco o trem surpreendeu a todos que estavam na estação e atrasou e quando veio estava lotado.
Estava sentado lendo e encontrei um grande amigo meu, na verdade quase um irmão. Começamos a conversar enquanto esperávamos um trem que desse para entrar e nos lembramos dos dois últimos anos.
Se em 2008 pergunta-se a qualquer um dos nossos amigos se eles imaginariam que 2011 seria do jeito que é hoje ninguém acreditaria. A surpresa não está na tecnologia ou na comunicação, em dois anos nosso grupo perdeu dois grandes amigos. Em 2009, um deles sofreu um acidente de moto e faleceu, até então fatalidade. Um ano depois foi à vez de outro grande amigo nosso perder a vida, suicídio.
Na vida a única constante é a mudança, pessoas, governos e empresas acham que o tempo e os fatos estão estáticos a seu favor. As mudanças acontecem e atropelam, não estão nem aí para quem estiver na sua frente.
Se anos atrás os governos tivessem pensado que a população urbana aumentaria tanto, talvez o transporte urbano fosse eficiente e as pessoas não precisassem andar como sardinhas.
Se não existissem cursos que ensinam as pessoas a se “preparem para o exame psicotécnico da PM” (http://twixar.com/2uPLXPD - blog da escola) e permitissem que pessoas sem preparo psicológico fossem aprovadas, talvez meu amigo estivesse vivo.
Existem vários “e se” e tem quem diga “se minha mãe tivesse barba eu tinha dois pais”. Mas é exatamente considerando os “e se” que o planejamento de pessoas, instituições, governos e países pode realmente tornar-se efetivo e evitar grandes tragédias e transtornos.
O futuro não é mais como era antigamente, já diria Renato Manfredini Júnior. Antigamente até a mudança era mais lenta, hoje o mundo muda muito rápido, a lógica não obedece mais a mesma ordem, hoje meninos morrem cada vez mais cedo do que homens.

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