quinta-feira, 17 de março de 2011

Uma verdade chata, vivemos para os outros.



Caramba isso verdade, mas não vou começar dar uma de psicólogo ou de monge, mas a grande verdade é essa.
Na verdade é algo inconsciente, sempre estamos buscando a aprovação de alguém, sempre falta alguma coisa e essa coisa sempre é externo. Mas o engraçado é que, o tempo não sanou essas deficiências do ser humano e hoje estamos produzindo meios de potencializar ainda mais essa busca desenfreada pela aprovação alheia.  

Vou dar exemplos do dia a dia, Twitter, Facebook, Orkut, You Tube e por aí vai. Não sou nenhum apocalíptico em relação à internet, não acho que ela vai roubar nossas almas e nem perverti nossas crianças (para isso já existe a Xuxa), mas essas formas de relacionamento transformaram a “amizade” em negócio.

Antes de acharem que essa idéia genial da “amizade” como mercadoria é minha e me compararem ao meu antigo chefe, já vou avisando que essa conversa já é manjada no meio acadêmico e que a foi a ilustríssima Hellen que me falou e fez pensar sobre isso.

A rede potencializou a questão de você falar o que os outros querem ouvir, porque isso te gera mais seguidores; as fotos do seu Orkut, Facebbok e por aí vai devem ter um toque de CARAS, alías você agora está na rede e todos tem acesso a sua imagem.

Por isso estamos cada vez mais parecidos com produtos e mercadorias e vamos perdendo nossa espontaneidade, geralmente os diálogos dessas redes sociais são papos de comadres um falando o que o outro quer ouvir ou tipo CONTIGO que faz fofoca da vida do próximo.

Mas vou voltar para o assunto, mesmo na vida off line buscamos sempre estar agradando alguém, nossas roupas não são para nos agradar, nosso vocabulário varia conforme a pessoa com a qual conversamos, nossos gestos e varias outras coisas acabam dependendo sempre da outra pessoa.

Pessoal, vou acabar por aqui antes que comece a querer citar Martin Buber e daí não paro mais. Mas pensem nisso, por que vão ver como é engraçado perceber que sempre estamos em função do outro.

“Eu me amo, não posso mais viver sem mim!” Ultraje a rigor

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