terça-feira, 3 de maio de 2011

E daí!



O Bin Laden foi morto, o príncipe Willians se casou e o que mudou?
Na verdade nada! Com ou sem Osama as ruas continuam perigosas, meninos continuam no tráfico, país de família mortos em semáforos, estudantes assaltados e assassinados na volta da escola.
Tudo ficou em paz, Obama pode deitar sua cabeça no travesseiro e sossegar, acabou de conquistar sua reeleição, e o que mudou ou vai mudar na nossa vida?
Quando os meios de comunicação vão realmente falar dos problemas das sociedades locais? O que o casamento de um monarca muda na vida de alguém? Aliás a existência de monarcas em pleno o século XXI, a era da informação, já é o cumulo.
Qual a diferença que essas famílias fazem para um país, tirando que a população precisa trabalhar para sustentar os gastos reais.
Precisamos ver na mídia nosso cotidiano, aquilo que realmente faz diferença na nossa vida, aquilo que realmente pode trazer um benefício para determinada sociedade e mais especificamente para as diferentes comunidades.
Hoje a internet e principalmente as mídias sociais começam a assumir esse papel, e a Globo vem e me começa a dizer no Twitter o que vai acontecer nos próximos capítulos das novelas. Ah dá um tempo!
A informação pela primeira vez na história pode mudar de mãos, aliás está se tornando líquida e pode molhar todas as mãos, não vamos deixar que os mesmo senhores de sempre engarrafem esse conhecimento e nos dêem doses homeopáticas.
Chega de casamentos de príncipes, artistas,  do orgulho americano que em nada influi no nosso cotidiano.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Cenários?

Pensar o futuro como um lugar bom de se morar, pensar o futuro como um lugar seguro, pensar o futuro como infinita teia de possibilidades.

Infinita teia de possibilidades, o que vem a ser isso?

Quando empresas criam seu planejamento geralmente tomam como perspectiva um horizonte muito limitado. Na grande maioria das organizações o período do planejamento obedece à ordem dos próximos cinco anos. Mas a verdade é que cinco anos é um espaço de tempo muito curto, é como se nos preparássemos para a própria copa ou Olimpíada. 

Neste momento o Brasil passa por ótimo período econômico, tudo que for feito daqui a 2020 provavelmente vingará, não precisa ser nenhum gênio do planejamento estratégico para fazer sua empresa crescer em um ambiente econômico de franca expansão. Ainda que apontem para a forte concorrência, hoje atravessamos nosso país a ascensão das classes minoritárias e o seu poder de consumo, então, nos próximos anos ainda haverá bolo para todos.

Mas a pergunta que surge é, e daqui a trinta anos, como será o ambiente no qual a minha empresa e os meus consumidores estarão inseridos? E daqui a trinta anos meu negócio continuará sendo o mesmo, meu mercado continuará sendo o mesmo e os meus clientes continuarão sendo os mesmos?
Essas apenas algumas perguntas para os gestores que buscam a perpetuidade das suas organizações.

Para os empresários que estão em busca apenas do lucro tenho duas notícias, uma boa e uma ruim. A boa, nos próximos anos seu lucro crescerá como dificilmente tem crescido nos últimos. A ruim, se você só se importar com o lucro e esquecer que você vive em um ambiente em constante mudança, esses serão seus últimos anos.

A verdade é essa, a história já provou isso, Darwin já provou que, se sobressaem os seres que melhor se adaptam ao seu ambiente. Até aí, nenhuma novidade.

Então qual é a ferramenta ou metodologia que devemos utilizar para nos planejarmos para o futuro, isso é, existe alguma capaz de responder a todas as perguntas feitas anteriormente?

A resposta é existe e chama-se Planejamento por Cenários. Quando falamos em cenário, estamos aqui falando da construção de possíveis histórias e um futuro possível. Toda a trama desses enredos do futuro são construídas em torno de chamados embriões, ou seja, fatos já existentes que hoje passam despercebidos, mas que no futuro podem ser potencializados e tornarem realidades efetivas.

Como exemplo, vou citar um enredo criado por Peter Schwartz no seu livro “ A Arte da Visão a`longo Prazo”. Ainda no final da década de 80, Schwartz alertou sobre uma nova forma de comunicação entre jovens, sobre uma plataforma em que as pessoas deixariam de ser telespectadoras e elas mesmas passariam a produzir seus vídeos. Bem, para quem não entendeu ainda, há duas décadas ele estava falando sobre o que hoje é o fenômeno do YouTube.

Quando ninguém acreditava que a União Soviética poderia cair, a Shell já havia criado um cenário no qual, já tinha todas as estratégias caso esse enredo se concretiza-se e por isso, foi uma das primeiras empresas a explorar o litoral soviético, após a improvável queda soviética.

Não vou me estender mais, até porque nos próximos posts, continuarei a falar sobre esse assunto. Mas como já diria o jingle da rede Globo de final de ano “ O futuro já começou...” e para fechar Pierre Wack primeiro coordenador do grupo de cenários da Shell “criar cenários é a arte de reperceber aquilo que já existe”.

sábado, 19 de março de 2011

"E SE"


Esses dias sai do trabalho no horário e pensei “hoje vou chegar cedo em casa”. Para variar um pouco o trem surpreendeu a todos que estavam na estação e atrasou e quando veio estava lotado.
Estava sentado lendo e encontrei um grande amigo meu, na verdade quase um irmão. Começamos a conversar enquanto esperávamos um trem que desse para entrar e nos lembramos dos dois últimos anos.
Se em 2008 pergunta-se a qualquer um dos nossos amigos se eles imaginariam que 2011 seria do jeito que é hoje ninguém acreditaria. A surpresa não está na tecnologia ou na comunicação, em dois anos nosso grupo perdeu dois grandes amigos. Em 2009, um deles sofreu um acidente de moto e faleceu, até então fatalidade. Um ano depois foi à vez de outro grande amigo nosso perder a vida, suicídio.
Na vida a única constante é a mudança, pessoas, governos e empresas acham que o tempo e os fatos estão estáticos a seu favor. As mudanças acontecem e atropelam, não estão nem aí para quem estiver na sua frente.
Se anos atrás os governos tivessem pensado que a população urbana aumentaria tanto, talvez o transporte urbano fosse eficiente e as pessoas não precisassem andar como sardinhas.
Se não existissem cursos que ensinam as pessoas a se “preparem para o exame psicotécnico da PM” (http://twixar.com/2uPLXPD - blog da escola) e permitissem que pessoas sem preparo psicológico fossem aprovadas, talvez meu amigo estivesse vivo.  
Existem vários “e se” e tem quem diga “se minha mãe tivesse barba eu tinha dois pais”. Mas é exatamente considerando os “e se” que o planejamento de pessoas, instituições, governos e países pode realmente tornar-se efetivo e evitar grandes tragédias e transtornos.
O futuro não é mais como era antigamente, já diria Renato Manfredini Júnior. Antigamente até a mudança era mais lenta, hoje o mundo muda muito rápido, a lógica não obedece mais a mesma ordem, hoje meninos morrem cada vez mais cedo do que homens.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Uma verdade chata, vivemos para os outros.



Caramba isso verdade, mas não vou começar dar uma de psicólogo ou de monge, mas a grande verdade é essa.
Na verdade é algo inconsciente, sempre estamos buscando a aprovação de alguém, sempre falta alguma coisa e essa coisa sempre é externo. Mas o engraçado é que, o tempo não sanou essas deficiências do ser humano e hoje estamos produzindo meios de potencializar ainda mais essa busca desenfreada pela aprovação alheia.  

Vou dar exemplos do dia a dia, Twitter, Facebook, Orkut, You Tube e por aí vai. Não sou nenhum apocalíptico em relação à internet, não acho que ela vai roubar nossas almas e nem perverti nossas crianças (para isso já existe a Xuxa), mas essas formas de relacionamento transformaram a “amizade” em negócio.

Antes de acharem que essa idéia genial da “amizade” como mercadoria é minha e me compararem ao meu antigo chefe, já vou avisando que essa conversa já é manjada no meio acadêmico e que a foi a ilustríssima Hellen que me falou e fez pensar sobre isso.

A rede potencializou a questão de você falar o que os outros querem ouvir, porque isso te gera mais seguidores; as fotos do seu Orkut, Facebbok e por aí vai devem ter um toque de CARAS, alías você agora está na rede e todos tem acesso a sua imagem.

Por isso estamos cada vez mais parecidos com produtos e mercadorias e vamos perdendo nossa espontaneidade, geralmente os diálogos dessas redes sociais são papos de comadres um falando o que o outro quer ouvir ou tipo CONTIGO que faz fofoca da vida do próximo.

Mas vou voltar para o assunto, mesmo na vida off line buscamos sempre estar agradando alguém, nossas roupas não são para nos agradar, nosso vocabulário varia conforme a pessoa com a qual conversamos, nossos gestos e varias outras coisas acabam dependendo sempre da outra pessoa.

Pessoal, vou acabar por aqui antes que comece a querer citar Martin Buber e daí não paro mais. Mas pensem nisso, por que vão ver como é engraçado perceber que sempre estamos em função do outro.

“Eu me amo, não posso mais viver sem mim!” Ultraje a rigor

quarta-feira, 9 de março de 2011

Tamo junto e misturado!


Em homenagem a minha amiga D. Maria Angélica volteo a escrever, porque descobri que pelo menos uma pessoa nesse mundo lê os meus posts.
Bem, pulando a parte dramática da conversa, vamos ao que interessa. Segunda e Terça de carnaval para alguns mortais foi dia de branco, mas até aí não tem problema, até porque tudo tem um lado positivo.
Ainda existe no mundo quem pegue trem e eu sou um desses. Para quem não sabe trem é um lugar apertado, fedido e sujo que não é o que vocês estão pensando, mas sim um meio de transporte coletivo, que também carrega um monte de excrementos (incluindo eu).
Nessa segunda e terça de carnaval, o trem estava uma maravilha e inclusive consegui sentar sem antes precisar dar cotoveladas, levar chutes, empurrões e me sentir em um jogo de futebol americano. A lotação estava um a maravilha não tinha ninguém no ponto e eu tinha ela inteira só pra mim, era só escolher o lugar.
Embarquei na lotação, sentei, coloquei o fone, coloquei o capuz da blusa, até passava pela minha cabeça perder o ponto, até aí tudo firmeza. Quando já estava embalado em meus sonhos, levo uma bundada, sim uma bundada. Antes de abrir o olho já sinto o cheiro do indivíduo é uma mistura de axila com cigarro e perfume barato, mas o que me deixou mas bravo não foi isso.
Porque quando você acorda de repente, o mundo parece estar no mesmo ritmo lento que você e a sua cabeça pensa várias coisas antes de abrir os olhos, então até abrir os olhos já tinha considerado que provavelmente aquela alma ao meu lado, não deveria ter achado nenhum outro lugar disponível. Estava até perdoando a pessoa ao meu lado quando abro os olhos e vejo que a van está quase vazia. Agora pergunto porque as pessoas tem a infinita necessidade de ficarem perto das outras pessoas.
Você vai pegar metro e a plataforma pode estar vazia, quando aparece um infeliz que para ao seu lado e com umas vinte portas quer entrar na mesma que você, ou quando você está dirigindo e vê que a pista está livre, mas os únicos oito carros que estão transitando andam em bloco na mesma velocidade, nenhum tem a capacidade ou de ir mais rápido para sair do bolo ou reduzir.
No supermercado ou em uma vitrine ninguém está parado é só você parar que aparece algum abençoado do lado para ver o mesmo produto, agora quem quiser realmente ter um exemplo mais claro é só ir na José Paulino com a mãe, irmão, amiga ou namorada, lá as mulheres tomam as roupas umas das mãos das outras se duvidar.
Obs:Ainda vou voltar a falar de semiótica e planejamento por cenário.

Tucanos não voam na chuva!

Com o novo mandato do governador Geraldo Alckmin o PSDB vai completar 20 anos no poder do estado de São Paulo. Quando estou falando de SP, estou falando do estado mais rico da federação, com o segundo PIB percapita do país e um dos maiores pólos econômicos da América Latina.
Agora como pode, um estado desse porte, principalmente a grande São Paulo parar toda vez que chove. Como pode a CPTM ser a mesma porcaria há tantos anos. Alguém vai dizer “mas o Metro está melhorando”, pô pelo menos alguma coisa, e é por isso que o estado já privatizou a Linha Amarela e vai privatizar a Linha Lilás para quem não sabe.
Falo como usuário, pago todo dia a passagem e se todos nós usuários fossemos cobrar nossos direitos, logo melhoraria, mas também não faço muita coisa e não posso cobrar nada de ninguém.
Mas o fato é; nossos últimos governadores sempre saem como candidatos à presidência e batem no Lula como se a nossa São Paulo fosse perfeita. O governo petista destoou muito dos seus ideais, usou a máquina para fazer campanha, gastou mais do que devia e teve inúmeras acusações de corrupção. Mas na minha opinião pelo menos é possível ver uma série de ações voltadas as partes mais pobres da população.
Em São Paulo burguês não pega trem, no máximo o filho pega metro e dificilmente é a linha vermelha sentido Itaquera onde o bicho pega. Dificilmente estuda em escola pública, porque geralmente para você em uma USP da vida, que é de graça, o pai precisa bancar o filho alguns anos para ele ficar só estudando. Existem exceções, mas essas são poucas.
OBS:Esse post é uma reclamação atrasada!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Carro guiado pela mente

Na Alemanha, cientistas criaram uma forma de guiar carros por meio da interpretação de eletroencefalogramas do condutor. O motorista coloca uma espécie de boné e esse aparelho lê os comando efetuados pela mente em tempo real.
Esse com certeza é um grande passo para inúmeras descobertas de um futuro próximo. Imagine o quanto de barreiras que caíram com essas descobertas e como muitas vidas podem ser alteradas. Logo serão aperfeiçoados sistemas já existentes que dão comandos a próteses, esse é o lado bom.
Pensando por outro lado, imagine as causas que a exaustão psíquica poderá causar nas pessoas. Hoje muito mais do que o cansaço físico, um dos grandes males da sociedade pós-moderna é o stress.
Como exemplo, vou pegar apenas a atividade de dirigir. Na grande maioria das vezes dirigir se torna um ato mecânico. Trocamos de marcha, de pista, e guiamos de forma mecânica depois de algum tempo de prática e muitas vezes nesse momento o pensamento está em outro lugar, dificilmente encontra-se no ato de dirigir.
Agora imaginem se no futuro as atividades passarem a ser controladas pela mente. O grau de cansaço psíquico, o esgotamento mental que tais atividades vão criar.
Lógico que no futuro as coisas não vão ser tão exageradas assim, mas vale à pena pensar nisso. Talvez para psicólogos e psiquiatras o mercado esquente.
Um vídeo que mostra a execução do experimento pode ser visto através do link goo.gl/rmG6x.