quarta-feira, 9 de março de 2011

Tamo junto e misturado!


Em homenagem a minha amiga D. Maria Angélica volteo a escrever, porque descobri que pelo menos uma pessoa nesse mundo lê os meus posts.
Bem, pulando a parte dramática da conversa, vamos ao que interessa. Segunda e Terça de carnaval para alguns mortais foi dia de branco, mas até aí não tem problema, até porque tudo tem um lado positivo.
Ainda existe no mundo quem pegue trem e eu sou um desses. Para quem não sabe trem é um lugar apertado, fedido e sujo que não é o que vocês estão pensando, mas sim um meio de transporte coletivo, que também carrega um monte de excrementos (incluindo eu).
Nessa segunda e terça de carnaval, o trem estava uma maravilha e inclusive consegui sentar sem antes precisar dar cotoveladas, levar chutes, empurrões e me sentir em um jogo de futebol americano. A lotação estava um a maravilha não tinha ninguém no ponto e eu tinha ela inteira só pra mim, era só escolher o lugar.
Embarquei na lotação, sentei, coloquei o fone, coloquei o capuz da blusa, até passava pela minha cabeça perder o ponto, até aí tudo firmeza. Quando já estava embalado em meus sonhos, levo uma bundada, sim uma bundada. Antes de abrir o olho já sinto o cheiro do indivíduo é uma mistura de axila com cigarro e perfume barato, mas o que me deixou mas bravo não foi isso.
Porque quando você acorda de repente, o mundo parece estar no mesmo ritmo lento que você e a sua cabeça pensa várias coisas antes de abrir os olhos, então até abrir os olhos já tinha considerado que provavelmente aquela alma ao meu lado, não deveria ter achado nenhum outro lugar disponível. Estava até perdoando a pessoa ao meu lado quando abro os olhos e vejo que a van está quase vazia. Agora pergunto porque as pessoas tem a infinita necessidade de ficarem perto das outras pessoas.
Você vai pegar metro e a plataforma pode estar vazia, quando aparece um infeliz que para ao seu lado e com umas vinte portas quer entrar na mesma que você, ou quando você está dirigindo e vê que a pista está livre, mas os únicos oito carros que estão transitando andam em bloco na mesma velocidade, nenhum tem a capacidade ou de ir mais rápido para sair do bolo ou reduzir.
No supermercado ou em uma vitrine ninguém está parado é só você parar que aparece algum abençoado do lado para ver o mesmo produto, agora quem quiser realmente ter um exemplo mais claro é só ir na José Paulino com a mãe, irmão, amiga ou namorada, lá as mulheres tomam as roupas umas das mãos das outras se duvidar.
Obs:Ainda vou voltar a falar de semiótica e planejamento por cenário.

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