quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Home Office – utopia, liberdade e crescimento mútuo.

O quê é ser livre? Quem é livre? Quem quer ser livre?

Vivemos em um mundo composto por regras falidas, pois elas desde sua criação já são ultrapassadas. Esse não é um discurso de cunho anárquico, se soar assim, o objetivo desde o inicio não foi esse.
A questão é; a todo o momento seguimos uma série de procedimentos criados muitas vezes por pessoas e instituições que nem conhecemos, nem sabemos sua história, seu contexto e pior ainda, nem somos do seu tempo.
Martin Buber em Antiga e Nova Comunidade nos chama a atenção para o fato de que, aquilo que uma comunidade realmente precisa não deve vi de fora dela, não deve ser uma regulamentação externa. Todas as medidas e soluções adotadas por um grupo devem ser formuladas internamente.
Usando as palavras do próprio Buber “... a forma de vida humana em comum não pode ser imposta de fora sobre grupos humanos ativos; ela deve emergir do interior em cada tempo e lugar”

Liderança Moderna – “Um por todos, todos por nenhum

Deixando de lado o discurso filosófico, como a liberdade tem sido tratada m nossas vidas, empresas e sociedades?
Ser livre não é sinônimo de inconseqüência. Cursos caros de MBA vendem “modelos de lideres e gestores” muitos são os que pagam fortunas para aprenderem a ser Justus da vida e repetir o modelo de liderança aristocrata tão comum nos dias de hoje.
Empresas podem ter certeza, esse não é o modelo ideal nem o mais lucrativo, e se for, não será por muito tempo. A geração que está chegando (Gen Y e Gen Z) não nasceu para ser mandada, ou a vitória é de todos ou a vitória é de ninguém.
Um verdadeiro líder cerca-se de pessoas maturas (isso não quer dizer velhas) e cria equipes que se traduzem em “grupos humanos ativos”
Quando nos cercamos de pessoas competentes não impomos a elas nossa vontade? Equipes ativas aceitam o desafio em comum e a individualidade de cada membro torna-se a chave para o sucesso.
A sociedade cria as pessoas para que elas não exerçam sua individualidade, o comum é a regra, o comum é o certo, o comum é o bonito e por isso vemos tanto, mais do mesmo.
Dogmas são criados como rédeas e habitam todas as estâncias do mundo moderno, estendendo-se dos nossos lares às organizações.
Hoje nos encontramos na Pós-Modernidade e os moldes do velho mundo estão rachados. As fronteiras caíram, a individualidade tem reinado, mas as pessoas estão confundindo a “riqueza de sermos únicos” com egoísmo.
Atualmente é possível interagir com pessoas nunca antes vistas e das quais sabemos tão pouco, a rede nos possibilita essa maravilha. A conectividade permite que pessoas tenham mais intimidade com alguém do outro lado do mundo, do que com o seu próprio vizinho.
A rede veio para que cada um seja seu próprio chefe e isso não significa o fim das equipes nem das empresas. Na verdade, a liberdade significa ganhos mais efetivos para ambos os lados.
As empresas não percebem o quanto gastam mantendo os seus funcionários presos a uma mesa oito horas por dia. O novo profissional deve trabalhar da sua própria casa, em vários projetos de várias empresas. Ele deixa de ser empregado e passa a ser fornecedor, estamos na era da informação, as pessoas devem sair de uma relação onde só um lado ganha e partir para relações ganha-ganha, onde todos os lados são beneficiados.
Essa nova abordagem seria benéfica não apenas para o profissional, mas também para as empresas que gastariam menos com estruturas engessadas e pouco enxutas. Um mesmo “funcionário” presente em uma série de projetos de organizações distintas, por si só, já constitui-se em um poderoso benchmarking para as empresas.
Para a sociedade o Home Office pode significar a redução do trânsito, das emissões de poluentes, das doenças relacionadas ao stress, dos acidentes, superlotação do transporte público, entre outros benefícios. Além disso, novos mercados vão se potencializar como o lazer, o varejo uma série de outros segmentos.


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